Preconceito contra pessoas com transtorno mental

O preconceito contra pessoas acometidas por transtornos mentais não é algo novo, é muito comum pessoas essas pessoas serem consideradas “loucas” e “perigosas” por muita gente, mesmo que não sejam. A luta contra esse tipo de preconceito força com uma campanha da Associação Brasileira de Psicologia (ABP) que criou o termo Psicofobia, entendido como o preconceito contra pessoas acometidas por transtornos mentais.
Um bom exemplo sobre psicofobia está nas expressões usadas frequentemente para se referir a pessoas com depressão: “Isso é preguiça vai trabalhar que passa”, “isso é frescura”, “não se faça de vítima”, “você não tem força de vontade”, “Você é uma pessoa fraca”, entre tantas outras.
São frases como essas, dentre muitas outras, dirigidas à pessoas com transtornos mentais, muitas vezes com intuito de “sacudir” a pessoa para sair “daquela”, mas ao contrário do que se pensa não contribuem para a melhora do estado em que a pessoa se encontra. Apesar de toda boa intenção, essas frases acabam contribuindo para o agravamento do quadro por provocar mais sofrimento para quem são direcionadas.
Outra situação que traz muitos prejuízos e sofrimento para pessoas acometidas por transtornos mentais, de acordo com a ABP, são as negativas de emprego ou as demissões dessas pessoas quando se descobre que padece de algum tipo de transtorno de fundo psiquiátrico, como a depressão, ansiedade, obsessão, compulsão, anorexia, bulimia, síndrome do pânico, transtorno bipolar, esquizofrenia, entre outros.
Os problemas que uma pessoa acometida por transtornos mentais enfrentam socialmente não se restringem ao campo da vida profissional, também afetam a vida familiar, as atividades escolares, relacionamentos sociais e conjugais.
Esses são alguns exemplos da ação do preconceito na vida de pessoas acometidas por transtornos mentais. Geralmente, esse tipo de preconceito é praticado com a desculpa das “boas intenções” e da falta de informações sobre transtornos mentais.
O termo psicofobia denuncia esse tipo de preconceito e chama a atenção para os danos que possa causar tanto para as pessoas com transtornos mentais quanto para a sociedade em geral, pois essas pessoas estigmatizadas, muitas vezes não procuram tratamento ou tem dificuldade de aceitá-lo por força do preconceito e acabam por comprometer sua atuação social e consequentemente sua vida particular.
Há tratamento para transtornos mentais com bons resultados e muito se tem avançado cientificamente para oferecer melhores abordagens nessa área, mas para o preconceito o único remédio é a conscientização de sua existência e a reflexão sobre seus efeitos danosos para toda a sociedade.